domingo, 28 de dezembro de 2008

Este é para mim.

Dessa vez, vejam só que surpresa!
Recebi este belo presente de uma amiga.
Obrigada, Vanessa, pelo carinho!
Espero poder retribuí-lo.

Sua amiga Ana.

domingo, 30 de novembro de 2008

Seu filho Pedro

à Aline, sua mãe

Tão doce tornou-se
o afeto pelo pequenino ser
que, mesmo sem nunca ter sido visto
despertou nela sentimentos desconhecidos

O garoto enchou os pensamentos
ocupou o tempo
e modificou o corpo da mãe.

Modificou planos e
sem se importar com nada,
colocou-se em primeiro plano.

Roupinhas, brinquedinhos
e presentes... tudo para o bebê.

Sua vinda está próxima!
Pedro vem ao mundo
e nós estamos a esperá-lo
Que linda é sua mãe
cujo amor deu-lhe coragem
para conceber um novo começo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Poema para alguém cujos olhos não são verdes

Na verdade isso não é nem um poema. "Para quê, se seus olhos não são verdes?" Fiquei a pensar o porquê de tal não-acontecimento, e percebi que Deus o fez assim para seu bem. Como são castanhos, não sofres ao expor-se ao sol, nem os irrita facilmente.Não sofrem a cobiça alheia, nem os assédios do orgulho.
Além disso, agradam muito os meus olhos, que também não são verdes. Ao vê-los, no espelho, tenho a deliciosa sensação de ter os seus olhos dentro dos meus olhos, e essa cumplicidade desperta-me um sentimento de tranquilidade e paz, profunda nostalgia e uma suave e delicada alegria.
Amo-os, com toda a sinceridade dos olhos castanhos. E por isso, só peço, por favor, uma coisa: não queira, jamais! Nem mesmo por um segundo, ter os olhos verdes e deixar os meus a sós.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

À flor da pele

Põe agora tua boca na minha

e salva-me deste suplício!

Noite após noite

perco-me na imensidão dos meus sentidos

tão ávidos por sentir tua pele.


Desejo mais estranho

e mais sincero

de tal forma me orgulho e me envergonho

e rio, e coro, e quase pairo

e quero ver-te logo e sempre.


Me recordo de um passado

que é quase um presente.


Ao encontrá-lo novamente

não desejo, apenas, tê-lo.

Quero, antes,

ser junto a ti

e para minha completa satisfação

aconchegada em teus braços,dizer-te:

Tua boca cubra-me de beijos.

Adeus, Paris

E voltei, contigo
para belas épocas
no aconchego do teu abraço
ouvindo e imaginando estórias
vividas, revividas
cenário para novos enamorados.

Sem pensar em nada deixei-me levar
pelos canais de Veneza
pela praça de São Marcos
por vilarejos italianos
ao soar dos sinos das igrejas
pequenas igrejas
tão belos,
melodiosos...românticos.

Ti voglio tanto bene
tanto que não sei o quanto
e depois de chegadas
e partidas
vejo um último trem:
seu destino é Paris,
mas não embarcamos.
Juntos em Paris, eu disse...
tomada de emoção e lirismo
encantada por sua presença
magicamente encantadora.

Fora verdade, mas cá fico eu.

Não penso mais em ir à Cidade Luz.
Minha inconstância prostra-se pela distância
que me separa de ti.

Cada um, como de um lado da ferrovia
a qual não se ousa atravessar.
O tempo corre sobre seus trilhos.

(E no túnel de minhas recordações,
ficam gravadas todas essas imagens.)

sábado, 8 de novembro de 2008

O som do silêncio

Barulho!

Barulho.

Barulho...

É o que vejo no turbilhão
do mundo em que vivemos
de infindáveis estrondos
e batalhas pitorescas.
Isso tudo faz um barulho
desarmônico e insuportável
E, no entanto, o que sinto,
o que ouço, o que vejo,
com toda extensão do meu corpo
não passa de enorme silêncio.
O silêncio que a vida faz
escorrendo e esvaziando-se
e reduzindo a pó
a ternura e a bondade
e veja: ao final não sobra nada.
Sinto o silêncio
nas obras barulhentas que o homem faz.
Confundo-me! Não consigo decifrar se o que as faz
É a chamada inteligência
ou a ignorância [completa].
Faltam-me os sentidos!
Olho mas não enxergo, escuto sem ouvir e toco e não sinto
Entro em choque! Este barulho acaba engolindo o homem
Tragando-o em sua imensidão
Silenciosamente desumana.

O menor abandonado

O menor abandonado que já vi não anda pelas ruas
e nem pede esmolas, não.
Ele não quer pouco.

O menor abandonado já foi visto por todos
já foi assunto de debates, alvo de críticas, tema de filmes.

De tão grande que era, a princípio, foi-se desfacelando e reduzindo.
Desfragmentando-se.

Essencialmente, ideologicamente e teoricamente
ele ainda tem o seu tamanho original.

Mas, na vida real,
o menor valor - da vida humana - foi abandonado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Apenas um infinitécimo sobre a dança

A dança é a poesia do corpo...

contada através dos movimentos

de cada centímetro, de cada sentido

com toda a extensão corporal.

Fazê-la é a cada dia,uma nova experiência,

uma nova aventura,uma nova emoção.

É criar a cada vez que se dança uma nova poesia.

Hai...kai...

Meio do mar
um peixe...
falta-lhe o ar.

Estória antiga

'
Tinha chegado.
Os olhos viam
que não era possível voltar
tudo como era
dantes de vossa partida.
'
Senti-me
cheia do passado
quando lá ainda
o via da janela.
'
Agradável era
ficar ali,
não tenhas dúvidas.
Mas já hoje
de nada me adianta.
'
Seus braços
outrora balançantes
não dançavam mais
melodiosa canção.
'
Suas mãos
já não levavas as mesmas flores
e o perfume
este já não é
o mesmo.

Uma voz, várias vozes

Eu não canto sozinha
não canto só o Eu
Antes, eu prefiro todos eles
ídolos e desconhecidos
novos e jovens
que fazem parte do que chamo de Eu.

Gosto da coragem que têm, de fazer parte de outros.