sábado, 8 de novembro de 2008

O som do silêncio

Barulho!

Barulho.

Barulho...

É o que vejo no turbilhão
do mundo em que vivemos
de infindáveis estrondos
e batalhas pitorescas.
Isso tudo faz um barulho
desarmônico e insuportável
E, no entanto, o que sinto,
o que ouço, o que vejo,
com toda extensão do meu corpo
não passa de enorme silêncio.
O silêncio que a vida faz
escorrendo e esvaziando-se
e reduzindo a pó
a ternura e a bondade
e veja: ao final não sobra nada.
Sinto o silêncio
nas obras barulhentas que o homem faz.
Confundo-me! Não consigo decifrar se o que as faz
É a chamada inteligência
ou a ignorância [completa].
Faltam-me os sentidos!
Olho mas não enxergo, escuto sem ouvir e toco e não sinto
Entro em choque! Este barulho acaba engolindo o homem
Tragando-o em sua imensidão
Silenciosamente desumana.

2 comentários:

Lucas F. Souza disse...

oi...
encontrei seu blog por um acaso hoje, e gostei do q li...
vejo q na poesia as palavras são meramente reflexos dos nossos mais profundos sentimentos e o importante é a intensidade com q se pode sentir as coisas, ouvir o simples canto de um pássaro e escrever uma ou até mil linhas de puro sentimento concretizado em forma de palavras...
enfim...fico sempre contente em ver pessoas com capacidade(sem medo) de expressar esses profundos sentimentos... =]

Anônimo disse...

É isso minha carol
Enorme silêncio!
Silenciosamente desumano!
Enorme silêncio de ternuras e bondades... que os humanos tem resistencia em torná-las evidentes,sonoras e visíveis a todos os sentidos...Em meio ao barulho desarmonico e insuportavel desse mundo, falta-nos sentidos mesmo.